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A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) realizou, nesta sexta-feira (10/01), a abertura oficial do “Ciclo de Aplicação Palivizumabe 2020”, no Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL). A imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) auxilia bebês prematuros e cardiopatas na proteção contra infecções respiratórias graves.

“Hoje foi a abertura oficial, mas nós já começamos a ação nos postos de aplicação na segunda-feira (06/01). Até a próxima sexta-feira (17/01), todos os bebês do Amazonas que estão cadastrados já vão ter tomado a primeira dose”, afirmou a coordenadora da campanha, Tatiana Carranza.

De acordo com a coordenadora, apesar de algumas mães chamarem de vacina, a Palivizumabe é uma medicação, um anticorpo que protege as crianças das complicações do vírus causador de pneumonia, bronquite, bronquiolite, evitando quadros mais agressivos em grupos de alto risco.

Há oito anos à frente da campanha, Tatiana Carranza destacou que houve um aumento de 600% no atendimento no Ciclo Palivizumabe. “No ano de 2012 nós tínhamos 54 crianças cadastradas e nós já atendemos 331 no ano passado”, contou.

O neto de Sandra Dias Borges passou quatro meses internado no IMDL e é um dos 331 bebês que estão dentro do critério para serem imunizados. Sandra conta que o neto teve um bom atendimento desde o nascimento e irá tomar a terceira dose da Palivizumabe.

“Isso é bom para ele porque vai evitar vários problemas graves. Ele está com oito meses e não teve uma gripe até hoje. Ele teve um problema nos brônquios, mas já está ótimo. Isso só vai ajudar a fortalecer, colocar uma barreira para que nada de doença chegue até ele”, relatou a avó.

Postos da rede pública – A médica Tatiana Carranza lembrou que as mães que são cadastradas e ainda não receberam a ligação para aplicação da Palivizumabe devem procurar os postos de aplicação para não perderem a primeira dose.

A rede pública de saúde oferece a aplicação da medicação em cinco postos: cardiopatas no Hospital Francisca Mendes; Maternidade Dr. Moura Tapajoz para os que nasceram na unidade; Maternidade Ana Braga, Balbina Mestrinho e IMDL para os que nasceram em unidades do Estado.

Rede privada – A coordenadora explica que, até 2019, os bebês prematuros ou cardiopatas que possuíam plano de saúde também recebiam a aplicação da medicação na rede pública. Após decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras de plano de saúde agora obrigadas a oferecer a Palivizumabe.

“É uma vitória para os pacientes amazonenses que têm plano de saúde, que agora já estão atendendo nos postos da rede privada”, disse.

FOTOS: Divulgação/Susam

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