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Cursos técnicos e profissionalizantes ofertados pelo Governo do Amazonas têm auxiliado pessoas a conseguir inserção no mercado de trabalho e mudar de vida

A melhoria de vida é possível graças ao esforço de cada um. Mas quando essa vontade de crescer profissionalmente cruza com uma instituição comprometida em ajudar seus alunos a progredir, o sucesso é praticamente garantido. O Governo do Estado, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), oferece cursos técnicos e de qualificação profissional que têm contribuído para melhorar o dia a dia de muita gente.

Kátia Sofia de Assis, Edsandra Oliveira e Deiza Brandão são alguns exemplos de que a determinação pessoal, aliada a uma instituição focada no ensino, é capaz de operar verdadeiros milagres na vida do cidadão. As três não se conhecem, mas suas histórias de superação, recomeço e volta por cima são semelhantes. Todas têm hoje mais de 30 anos de idade e saíram do interior do Amazonas ainda meninas, com o objetivo de concluir o Ensino Médio na capital.

Em Manaus, após anos trabalhando em áreas distintas, conheceram os cursos oferecidos pelo Cetam. Estudaram, conquistaram certificados e diplomas e, atualmente, têm orgulho de dizer que conseguem se manter exercendo outra profissão e que são muito mais felizes que antes. “Fiz faculdade de Administração e atuei por mais de sete anos no departamento pessoal de empresas. Ia trabalhar meio que obrigada, porque precisava me manter”, conta Edsandra Oliveira, 34, que saiu de Maués em 2005 para fazer um curso superior.

Ela admite que não se encontrou na área administrativa. Foi quando, em 2016, uma amiga lhe falou dos cursos ofertados pelo Cetam. “Acessei o site e consegui me inscrever para o curso de Patch Apliquê. Nem sabia do que se tratava”, lembra. Dividindo-se entre o trabalho no Distrito Industrial e as aulas na Escola de Educação Profissional Padre Estelio Dalison, unidade do Cetam no São Jorge, zona Oeste, Edsandra viu que levava jeito para o artesanato.

A partir daí, ela lembra que passou a praticamente morar na Escola Estelio Dalison. Concluiu o primeiro curso e iniciou as aulas de “Corte e Costura”. “Nunca costurei nem à mão. Não sabia colocar linha na agulha. Mas comecei a amar o que estava fazendo. Tanto é que meu marido viu minha empolgação e me presenteou com uma máquina”, ressalta, contando que seu terceiro curso no Cetam foi “Corte e costura: lingerie e moda praia”.

Hoje, Edsandra dedica-se exclusivamente à confecção de biquíni, maiô, sunga e body. Ela, em parceria com uma amiga, corta e costura as peças que são vendidas em balneários da cidade. Mas sua fama de boa costureira começou ainda na escola Estelio Dalison. Edsandra fazia questão de expor no hall de entrada da unidade, e em seu status do whatsapp, cada peça concluída em sala de aula.

“Foi assim que passei a receber encomendas. Hoje também vendo para pessoas de Maués. Já fiz o curso de ‘Corte e costura: lingerie e moda praia’ duas vezes pelo Cetam porque sempre surgem técnicas novas e tendências. E quero fazer uma terceira vez para me atualizar ainda mais”, revela Edsandra, completando que agora parece viver em outro mundo. Ela criou a marca Biquíni Rio e Praia, e só pensa em expandir seu trabalho.

Em março, ela vai tentar conseguir um financiamento pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam). Sua intenção é comprar maquinário e matéria-prima para poder abrir um ponto em uma área movimentada da cidade. “Nesse espaço pretendo costurar e expor meus produtos para venda. Graças ao Cetam tenho hoje uma profissão que me faz realmente feliz. Estou realizada costurando.”

Manicure se identificou com a podologia

A podóloga Kátia Sofia, de 51 anos, abre um sorriso de “orelha a orelha” quando fala de seu recomeço após 26 anos sem estudar. Ela concluiu o curso técnico de Podologia pelo Cetam em 2017. Abriu o espaço “Saúde dos pés” no bairro Alvorada, zona centro-oeste, afirma estar realizada com o que faz e a cada dia conquista mais clientes.

Mãe de duas meninas, Kátia conta que nunca teve medo de correr atrás de seus sonhos. Veio de Tefé para Manaus aos 15 anos e, desde então, fez de tudo para se manter. Foi representante comercial por mais de dez anos. O orçamento era complementado com vendas e serviços de manicure que fazia em domicílio. Abriu um salão de beleza em parceria com filha e a sobrinha, que acabou não dando muito certo.

“Elas eram muito jovens e não viam o trabalho como uma obrigação. Foi quando percebi que precisava me reciclar, porque já estava com mais de 45 anos e tinha que escolher uma profissão na qual eu só dependesse de mim mesma para realizar o trabalho”, recorda, dizendo que queria muito fazer podologia e pensava em morar no Rio de Janeiro, com familiares, para poder realizar seu sonho.

Mas uma colega de trabalho lhe disse que o Cetam ofertava o curso e que as inscrições para o processo seletivo estavam abertas. “Eu me inscrevi sem esperança alguma. Até porque nunca mais havia estudado e não achava que passaria na prova. Mas passei, voltei à sala de aula e venci várias barreiras, como os seminários, por exemplo”, diz, lembrando que pensou duas vezes em desistir, mas foi encorajada e ajudada por familiares.

“Posso dizer que o curso do Cetam mudou minha vida. Além de eu manter minha família com a podologia, sou hoje uma pessoa mais calma. Era muito estressada e vi que o trabalho com unhas é uma terapia para mim”, revela Kátia, que não se cansa de dizer que diariamente coloca em prática tudo o que foi repassado pela instituição de ensino.

“Além das técnicas, aprendi a tratar o cliente, a usar a vestimenta correta, a manusear e higienizar os equipamentos. Tudo isso devo ao Cetam”, conta Kátia, que está cursando Enfermagem em outra instituição para agregar conhecimento, pois é na podologia que ela pretende continuar. “Em agosto vou a Curitiba fazer um curso de reciclagem na área.”

Ex-dona de lanchonete se orgulha do diploma de Prótese Dentária

Há dois anos, caso perguntassem a Deiza Brandão, 38, sobre a possibilidade de trabalhar com prótese dentária, ela certamente diria que era praticamente inexistente. Isso porque lhe faltava tempo até mesmo para pensar no assunto. Natural de Tapauá, Deiza trabalhava com o marido em um lanche montado em frente à sua casa, no Parque Riachuelo, zona oeste de Manaus. “Começávamos à tarde e entrávamos pela madrugada”, recorda.

Foi quando Deiza tentou cursar Enfermagem pelo Cetam, mas o horário iria conflitar com seu trabalho. Daí optou pelo curso Técnico em Prótese, na Escola de Formação Profissional Enfermeira Sanitarista Francisca Saavedra, unidade do Cetam na Colônia Oliveira Machado, zona sul. “Adorei prótese desde o começo. Meu marido viu minha empolgação e também foi fazer o curso”, informa Deiza, orgulhosa por ostentar seu diploma na área.

Hoje ela diz que tem orgulho de contar que passou pelos bancos do Cetam e que a instituição mudou sua vida e de sua família. “Agora faço meu horário. Tenho tempo de cuidar dos meus dois filhos pequenos, correr atrás de mais clientes e realizar os trabalhos no nosso laboratório.”

Deiza e o marido Manuel Fernandez, 39, são proprietários do Protforte, laboratório situado na feira do Campos Sales, zona oeste. O espaço e todos os equipamentos foram um presente do sogro, o médico cubano Nelson Docabo Fernandez. “Somos extremamente gratos por tudo o que aconteceu em nossas vidas. Se hoje estamos felizes e trabalhando com o que gostamos, devemos a ele e ao Cetam.”

Mais de 127 mil vagas ofertadas em 2019

Em 2019, o Cetam ofertou 127.456 vagas de cursos de formação técnica, qualificação profissional, Ensino a Distância (EaD) e Inclusão Digital, partilhadas em 246 diferentes cursos, divididos em 3.886 turmas. Dessas vagas, 68.613 foram para a capital e 58.843 para o interior do Amazonas.

Pela primeira vez, a instituição ofereceu curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Tecnologias Educacionais para Docência em Educação Profissional e Tecnológica, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O objetivo do curso lato sensu foi proporcionar formação pedagógica e atualização para seus colaboradores e instrutores que atuam nos cursos de formação técnica e formação inicial e continuada, com vistas à melhoria da qualidade dos serviços oferecidos pelo Cetam à população do estado. Nessa parceria, 152 alunos receberam o certificado de conclusão de curso, dentre os 200 matriculados, resultando em um índice de 76% de aproveitamento.

Em agosto de 2019, foram preenchidas 1.700 vagas em oito cursos de qualificação profissional ofertados na modalidade Ensino a Distância (EaD). Ainda no segundo semestre, o Cetam realizou parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto e conseguiu ofertar 14.565 vagas em 51 diferentes cursos de qualificação profissional e informática básica e avançada, ministrados em escolas estaduais localizadas em todas as zonas de Manaus.

Ainda no segundo semestre, o Cetam realizou um processo seletivo para cursos técnicos e especializações técnicas, com oferta de 1.813 novas vagas no total, das quais 56% foram destinadas para o interior. Essas vagas estavam distribuídas em 16 cursos técnicos e três especializações técnicas, e as vagas restantes destinadas à capital foram divididas em 33 cursos técnicos e oito especializações técnicas.

O Governo do Amazonas também demonstrou sua preocupação com a saúde indígena ao oferecer capacitação para agentes de saúde do interior. Por meio do Cetam, 1.530 profissionais participaram do segundo módulo do curso de “Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan)”. A capacitação ocorreu no mês de julho, na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Km 38 da BR-174 (Manaus-Boa Vista).

FOTO: Divulgação/Cetam

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