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De segunda a sexta-feira, às 15h30, a música e a dança tomam conta do Abrigo do Coroado, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), localizado na avenida Cosme Ferreira, no Coroado, zona leste de Manaus. A bailoterapia, um misto de atividade aeróbica com passos de dança típica ao som de músicas caribenhas, é a forma saudável e divertida como os 110 abrigados vêm enfrentando o isolamento social em tempos de pandemia pela Covid-19.

Adotada como atividade ocupacional para os abrigados, que passaram a seguir as recomendações do isolamento social como forma de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus, a bailoterapia tem sido uma alternativa lúdica criativa que resulta em benefícios físicos, pois promove a melhora do sistema cardiovascular e a redução de peso corporal, e emocionais, porque reforça os vínculos entre os acolhidos.

A diretora da unidade, Darcy Ramos Amorim, explica que a iniciativa de promover a bailoterapia surgiu de dois abrigados, que tiveram a sensibilidade de ver o quanto a rotina sem atividades podia prejudicar o estado emocional dos ocupantes.

“Gostei muito dessa iniciativa deles porque os benefícios são percebidos rapidamente. Nos aspectos emocionais, a gente percebe mais risadas, momentos de descontração e socialização entre os abrigados. São cerca de 15 pessoas, entre homens e mulheres, que diariamente usam a dança como uma maneira de lidar com esse momento difícil”, assinala Darcy.

Muito tempo livre e sem poder sair. Diante dessa situação, o acolhido Juan Farina sentiu um incômodo e, ao mesmo tempo, um estímulo para criar uma atividade ocupacional. Sua esposa, Rosalba Mudarra, é professora de dança, e da união de esforços dos dois nasceu a atividade lúdica que tem tornado as tardes mais alegres no Abrigo do Coroado.

“Estávamos em quarentena e todos muito ociosos, com muito tempo livre. Daí tive ideia de fazer uma bailoterapia para que a gente tivesse momentos agradáveis e pudesse ocupar o tempo com uma atividade recreativa. E todo mundo que participa gosta muito”, explicou Rosalba.

Nairelis Gonzalez é uma das mais animadas quando a atividade acontece. Para ela, “bailar” traz muitas vantagens e de quebra, dá uma forcinha na perda de peso. “A bailoteapia é algo muito bom para nós, e eu preciso muito porque preciso perder peso. Estamos nos divertindo muito, mesmo sem poder ir para a rua”, acentuou.

FOTOS: Miguel Almeida/Seas

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