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Ceti Elisa Bessa Freire realizou, nesta terça-feira (19/11), a 2ª edição do Torneio de Xadrez, que reuniu 33 escolas da rede

Foco e concentração não faltaram da manhã desta terça-feira (19/11), no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa Freire, na zona leste de Manaus. A escola sediou o 2º Torneio de Xadrez, que, neste ano, levou o nome do mestre amazonense no esporte, Andrey Marcelo de Souza Neves. Trinta e três escolas da Coordenadoria Distrital de Educação (CDE) 5 participaram do torneio, realizado em alusão ao Dia Internacional de Xadrez.

Dos 66 alunos participantes nas categorias feminino, masculino e especial, 21 foram premiados com medalhas de ouro, prata, bronze e de participação. O torneio começou às 8h30 e seguiu até às 10h30. Ex-alunos atletas da modalidade participaram do torneio voluntariamente como árbitros.

A aluna Cibelly Libório, do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM 5), ficou com o primeiro lugar, enquanto Diva Lohany, do Ceti Elisa Bessa Freire, e Eduarda Rosa, da Escola Estadual Jairo da Silva Rocha, ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Elas ganharam, além das medalhas, um tabuleiro de xadrez. Rebeca Ribeiro, da Escola Estadual Dom Jacson Damasceno, é autista e foi premiada na categoria especial.

Na categoria masculina, os primeiros lugares foram para os estudantes Lucas Pascoal, do Ceti Sérgio Pessoa, Guilherme Lima, do CMPM 5, e Wdson Andrade, do Ceti Elisa Bessa Freire. Eles destacaram que o esporte os ajuda em outras áreas também.

“Eu comecei a jogar há três anos, mas [participar de] torneio eu comecei esse ano e tenho ficado no pódio. Comecei por curiosidade e fui criando vontade de jogar, aí treino virtualmente e presencialmente também, já tenho quatro medalhas. É preciso ter concentração”, disse Lucas. “Eu comecei a jogar depois que a professora passou uma lista para o clube de xadrez, mas eu nem sabia o que era o esporte e acabei gostando muito. A concentração necessária aqui me ajuda nos estudos por causa do foco”, completou Wdson.

Cognição – O xadrez tem trazido bons resultados para estudantes que começaram a praticar o esporte. O assessor de Educação Física, Jorge Lélis, explica que, desde 2012, o Ceti Elisa Bessa Freire incluiu o xadrez como parte dos jogos da coordenadoria e, a cada ano, aumenta a participação nas modalidades mirim, infantil e juvenil, que vão de 11 a 17 anos.

“Temos muitos alunos que são exemplos de crescimento vindo do xadrez. O esporte exige organização, concentração e busca de objetivos, porque quem pratica o xadrez não gosta de perder e, na sala de aula, ele quer ter a melhor nota. Isso faz com que ele comece a competir com os demais colegas para ser o melhor”, exemplifica Lélis.

Andrey Neves – O atleta que deu nome ao torneio é oito vezes campeão amazonense e sete vezes campeão no Norte. Andrey é mestre em xadrez pela Confederação Internacional de Xadrez. O título foi conquistado em 2017, depois de um campeonato que reuniu jogadores do Brasil, Peru e Bolívia. Ele se disse honrado com a homenagem.

“É uma generosidade. A gente precisa revelar mais jogadores, popularizar mais o xadrez, ensinando os alunos em geral, mesmo se não quiser competir. O xadrez é um jogo que contribui muito para a parte pedagógica, para o raciocínio lógico, ajuda a render mais em Matemática e outras matérias”, cita.

FOTOS: CLEUDILON PASSARINHO

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